| : | Documentação produzida pela Associação dos Armadores de Pesca Longínqua no exercício da sua atividade, a qual é composta por monografias, correspondência, diários, viagens, documentos de caixa, circulares, s/ navios, pesca e legislação. |
| HISTÓRIA ADMINISTRATIVA / BIOGRÁFICA / FAMILIAR: | A Associação dos Armadores de Pesca Longínqua, ADAPLA, surgiu num contexto pós-revolucionário como uma associação de armadores de navios de pesca do bacalhau cujo objeto consistia em representar o setor na defesa dos seus direitos, resolvendo os problemas que surgissem no âmbito da indústria da pesca, estabelecendo um contacto estreito com o governo, contrariando o que havia acontecido durante o Estado Novo.
Foi constituída por escritura pública de 30 de outubro de 1974, nas notas do 1º Cartório Notarial de Lisboa, tendo efetuado o depósito dos estatutos no Ministério do Trabalho em dezembro do mesmo ano.
A sua primeira assembleia geral decorreu em 15 de novembro de 1974 com o objetivo de eleger os corpos gerentes, bem como os representantes dos centros de armamento.
Os seus corpos gerentes eram, nesse ano de 1974, os seguintes:
- a Assembleia Geral, constituída pelo Presidente da Empresa de Pesca “S. Jacinto, Lda”, Vice-Presidente da Sociedade Nacional dos Armadores de Bacalhau e Secretário da Empresa de Pesca Ribau, Lda;
- a Direção, composta pelos Armazéns José Luis da Costa & Cª, Lda, Testa & Cunhas, Lda e Tavares Mascarenhas, Neves & Vaz, Lda;
- o Conselho Fiscal, constituído pela empresa José Maria Vilarinho, Lda; Empresa de Pesca de Viana e a Lusitânia Companhia Portuguesa de Pesca.
Relativamente aos Centros de Armamento, Aveiro tinha como representante a Empresa de Pesca de Aveiro, Figueira da Foz, a Sociedade de Pesca Oceano, Lda, Lisboa, a Sociedade Nacional de Armadores do Bacalhau e Viana do Castelo, a Empresa de Pesca de Viana.
A ADAPLA surgiu com a intenção de constituir uma associação de luta pelos interesses dos armadores e da indústria de pesca, estabelecendo relações de proximidade com as autoridades centrais, o seu objetivo não foi alcançado, pois a ligação com o Governo que se antevia promissora, não se verificou.
Com o fim do corporativismo do Estado Novo, os armadores tiveram a esperança de dispor do fundo social, para o qual contribuíram vários anos. No entanto, não só não tiveram direito ao fundo, como também continuaram com a obrigatoriedade de pagar taxas, de acordo com o Decreto-Lei nº 443/74, de 12 de setembro.
Estas relações, inicialmente promissoras, acabaram por não surtir o efeito desejado para associação dos armadores, cujo processo de extinção se viria a verificar, em 1995, através de uma Comissão Liquidatária, a qual viria a ofertar a documentação da Associação ao então Museu Marítimo e Regional de Ílhavo. |